JUVENTUDE BRASILEIRA
Diz um ditado popular: - Aos 20 anos, incendiário. Aos 40 anos, bombeiro. Nada mais verídico, pois aos 20 anos pensamos que sabemos tudo, que todos estão errados e nós estamos certos, o exemplo clássico do soldado que pensa que está marchando certo e o restante do batalhão está marchando errado, que podemos e devemos mudar o mundo, e aos 40 anos começamos a entender que sabemos menos do que sabíamos aos 20 anos, que é uma tarefa difícil demais mudar apenas a si mesmo. Para no final da existência percebermos que não sabemos nada. Vemos a juventude brasileira pelas esquinas e protestos da vida, punhos erguidos, depredando o património público e o alheio, simplesmente destruindo, repetindo velhos bordões ultrapassados, seguindo ideológicas vencidas, servindo apenas como massa de manobra de espertalhões políticos interesseiros e venais, e vemos produtos doentes de uma sociedade doente que não sabe mais como curar a si mesma. A maioria das pessoas, talvez anestesiada pela loucura socioambiental reinante, dá de ombros, omissa, passiva, inativa, para a chocante realidade diária que contemplamos, deixando a juventude seguir os seus passos incertos, na egoísta reflexão: - Vão acabar aprendendo com seus próprios erros! Assim, produtos do amor permissivo, que absolutamente não educa nada, prejudicando o jovem de forma muitas vezes irreversível, nascidos pelas favelas ou pelas avenidas iluminadas da vida, mergulhados nas selvas de concreto, distantes da vida natural, positiva, real, que a Natureza oferece, desconhecendo o que Ela está preparando em sua caixa de surpresas, segue a maioria da juventude brasileira perdida nos asfaltos, prejudicando a si mesma, escolhendo caminhos que inevitavelmente levam a abismos que não sabem que existem, armadilhas da vida aos incautos que não sabem nada e acabam caindo nos braços do infortúnio porque simplesmente escolheram mal.
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