A RELAÇÃO HOMEM COM DEUS

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Todos nós sabemos que somos criaturas de Deus, criadas por Ele, a quem estamos completamente submissos, às suas Leis e determinações para nossa vida. Absolutamente nada do que fazemos fica escondido dos Seus Olhos onipotentes e oniscientes, não vivemos para o nosso puro deleite, sabemos bem, pois somos totalmente dependentes de um coração independente, que Ele desliga quando quiser, temos uma vida curta, rápida como o vento e logo voltaremos para o nosso Lar. E o que constantemente fazemos? Colocamos Deus para quando tivermos tempo, quando nos aprouver, quando quisermos sair da zona do conforto, quando pudermos, descarregando nossas consciências em curtas orações, no mais das vezes para pedirmos algo, pois Ele está "à nossa disposição, sendo fiel aos nossos simples e infantis desejos”. Aí, lutas, sofrimentos, quedas, obstáculos e dificuldades. Então, lamentamos, choramos, desanimados, tristes, porque somos esquecidos pelo Pai, que nos abandonou, que nos largou à própria sorte, numa vida difícil, numa vida de dores e sofrimentos. Assim, pressionados, retornamos para Ele, mendigando suas atenções aos nossos problemas existenciais. E logo que alcançamos alguma melhora, volta Ele ao segundo plano, numa roda interminável. Como tudo seria mais fácil, melhor, mais leve e iluminado se O colocarmos em primeiro lugar sempre, nas alegrias e nas tristezas, nos momentos bons e ruins, nos períodos de sucesso ou de fracasso, como prioridade da nossa vida, de vez que Ele é nosso Pai infinito e eterno. Nossa proximidade ou nossa distância dele marca e marcará a nossa vida, boa ou ruim, conforme escolhermos. Mas, como é tão difícil entendermos como é importante esta nossa posição?! Perto ou longe, eis a questão.

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