A pequena grande diferença

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Diz o ditado popular que “uma andorinha só não faz um verão” e cada um dá de ombros e se acomoda na inação, na omissão e na passividade, confortando-se pela presunção da veracidade do ditado, reafirmando a si mesmo que não adianta se preocupar, que não adianta fazer nada, que deve apenas se preocupar, egoisticamente, consigo mesmo e com sua família. Quanto engano! Quantas iniciativas que poderiam fazer uma grande diferença na vida de algumas pessoas, de muitas pessoas, da humanidade e do planeta?! E morreram por causa deste ditado inverídico. Um menino americano, ainda com menos de 12 anos de idade, vendo as dificuldades dos africanos em conseguir água potável pra beber, fez pequenos trabalhos onde morava, arrecadou pequenas doações e conseguiu dinheiro para contratar uma empresa perfuradora de poços na África, contatou o líder de uma comunidade e mandou fazer um poço artesiano, tudo pela Internet e pediu o envio de fotos do lugar antes, durante e depois da perfuração. Hoje, conseguiu realizar mais de um milhão de poços de água para aquele povo abatido. Mahatma Gandhi, sozinho, com a ideia da não- violência, conseguiu adesões para enfrentar a toda poderosa Inglaterra, libertando 600 milhões de concidadãos da tirania do domínio inglês. Assim, temos milhares de exemplos de mudanças pelo mundo afora que começaram com o simples gesto de uma mão estendida, de uma pequena e frágil iniciativa que se tornou uma poderosa força transformadora social e ambiental. A diferença está em cada um de nós. Não existe mais possibilidade do ser humano consciente se abster do seu compromisso existencial com sua família e com o próximo necessitado e com a natureza necessitada, ambos reclamando o desdobramento da nossa atenção responsável. Por quê devemos agir?! Mesmo com uma palavra, com uma ideia pequena, com uma ação pequena que seja e as redes sociais estão aí, abertas, esperando nossa pequena grande transformação socioambiental. Porque estamos contemplando, e tudo está claro à nossa frente e à nossa volta, um quadro socioambiental mundial que está se agravando. E aonde vai parar toda essa situação nacional e internacional? O que estamos vivendo hoje? Vai melhorar ou piorar? A mudança da pintura desse quadro depende de nós mesmos, de uma pequena grande iniciativa que tivermos. Não adianta mais cruzar os braços do descaso. Não adianta pensar que outros vão mudar a nossa vida. Não resolve mais jogar a responsabilidade daquilo que estamos vivendo nos ombros dos pais, professores e políticos. Não soluciona mais esperar que seres cósmicos, alados, divinos vão descer dos céus e melhorar a realidade brutal que nos envolve. Não adianta mais esperar que São Pedro abra as torneiras do céu para nós proporcionar as chuvas irrigadoras das nossas colheitas. A PEQUENA GRANDE diferença está esperando cada um de nós realizar. A questão não é mais ter condições de viver, mas compreender que é agora uma questão vital de transformar para sobreviver.

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